Formação Básica dos Acordes PDF Imprimir E-mail

Geralmente, a vontade de tocar violão ou guitarra surge simplesmente por gostar de ouvir música...

Obs: Para abrir os arquivos ".gp5" de exemplo, usar o Guitar Pro 5 ou o fazer o download do TuxGuitar que pode ser obtido em http://www.baixaki.com.br/download/tuxguitar.htm (gratuito)

Muitos se imaginam tocando suas canções prediletas para os amigos em uma reunião, festa, etc.  Esta, de fato, é uma das primeiras manifestações musicais em relação a um instrumento e à música, antes mesmo da noção sobre guitarristas-solo, bandas, etc.

Ao cantar razoavelmente afinado (ou se algum amigo faz isso), rapidamente tem-se algum resultado musical.  De qualquer maneira, é preciso aprender os acordes básicos para acompanhar essas canções.

Os acordes básicos possibilitam, junto com conhecimentos sobre ritmos, tocar centenas de músicas: Rock, Pop, MPB, etc.   Para conhecê-los, é preciso um mínimo de entendimento teórico e bastante prática.  O legal é poder começar a tocar junto com uma noção de como são formados.  Vamos a eles:

Para entender os acordes, temos que entender a idéia de tom e semitom, que regem as notas da escala (Exemplo 1 do Formação Básica dos Acordes.gp5)


DO/         / RE
DO#

 

DO

DO SUSTENIDO

RE

 

Entre o dó e o ré tem-se uma distância que chamamos de TOM.  Esta distância possui uma outra distância intermediária chamada semitom, a qual expressa o meio do caminho entre uma nota e outra, sendo ela também uma nota.  Esta intermediária é atingida usando o sustenido (#).   Este é um sinal que aumenta a nota em meio tom.

Vejamos a sequência desses sons:


DO/DO#/RE/RE#/MI/FA/FA#/SOL/SOL#/LA/LA#/SI/DO


Esta é a tabela de todas as notas existentes.  Também é chamada de escala cromática.  A partir dessas notas, podemos fazer todos os acordes e escalas existentes (Exemplo 2 do Formação Básica dos Acordes.gp5).  Observe que na tabela não existe nota sustenida entre o MI / FÁ e o SI / DÓ.  Isso é algo que devemos prestar atenção!

Todo acorde corresponde a um grupo de sons, cujo som mais grave é o que dá nome ao todo.

Assim, quando falamos no acorde DÓ MAIOR, estamos falando de um grupo de notas, cujo o DÓ é a principal e é a nota mais grave, comandando as outras.

Agora, vamos substituir os nomes das notas por letras para simplificar a escrita deles:


DO- C / RE- D / MI-E / FA- F/  SOL- G / LA-A / SI-B

As notas intermediárias terão a letra, além do seu correspondente "#" (Exemplo 3 do Formação Básica dos Acordes.gp5) ou B (bemol, que é o acidente que diminui a nota em meio tom e que usaremos mais a frente.)

Vamos entender as principais distâncias entre as notas que formam os acordes, chamadas intervalos.  O intervalo é justamente a distância entre os dois sons, que medimos a partir da nota de saída até a nota de chegada:

C – D      SEGUNDA (DOIS SONS)

C – E       TERÇA    (TRÊS SONS)

C – F       QUARTA (QUATRO SONS)

C – G      QUINTA (CINCO SONS)

C -A        SEXTA (SEIS SONS)

C- B        SÉTIMA (SETE SONS)

C - C       OITAVA (OITO SONS)

Nesse primeiro momento, só contaremos as distâncias entre os sons básicos, sem pensar nos sustenidos.

Quando formamos um acorde usamos:

- a nota que vai dar nome a ele (que iremos chamar de tônica),

- a terceira

- a quinta nota

Então, se formos fazer o acorde DÓ MAIOR, iremos usar as notas C (nota que dará nome ao acorde e chamamos de tônica), a terça a partir dela (E ), e a quinta nota (G).  Vide Exemplo 4 do Formação Básica dos Acordes.gp5.  Dessa forma teremos então o acorde C, que iremos chamar de DÓ MAIOR.

Acorde DO MAIOR

Para que esses acordes tenham um som legal tanto no violão quanto na guitarra, vamos repetir algumas dessas notas no braço.  Com isso, o som do acorde sai mais "cheio".

Marque as notas na guitarra virtual abaixo e veja que somente as notas expostas serão tocadas, inclusive onde as cordas estão "soltas". Para marcar, basta clicar na letra vermelha correspondente. Para desmarcar, clique no botão cinza que está na cabeça da guitarra. Atente para o fato que a cordas mais graves estão mais abaixo.

Quando montamos esses acordes maiores, o intervalo de terça é chamado de terça maior, o que quer dizer que ele possui dois tons entre ele.  Por exemplo:

De C para E temos: um tom de C para D passando por C#, e outro tom de D para E passando por D# .

Todos os acordes chamados de maiores usam esse intervalo na sua formação.

Se formos fazer o acorde de FA MAIOR, usaremos então as notas F (tônica),  A (3a maior) e  C (5a) a partir da tônica.

FA MAIOR

Já o acorde de G maior (SOL MAIOR)  terá as notas G (tônica), B (3a maior) e D (5a).

SOL MAIOR

Até aqui não precisamos usar nenhuma nota com # (sustenido).

Agora, por exemplo, se formos fazer o acorde de D (RE MAIOR) , utilizaremos o D (tônica) e o F#  (3a maior).  Isso porque entre E e F na escala cromática, como vimos antes, não há nota sustenido.  Logo, esse intervalo entre E e F é na verdade de apenas um semitom.  Como precisamos de 2 tons para formar o intervalo de 3a MAIOR que utilizamos no acorde maior, temos que completar esse intervalo subindo o F mais meio tom, chegando então ao F# . Observe:

D /d# / E /f /F#
um tom/um tom

Ou seja, precisamos ir até o F# para formar os dois tons que precisamos para ter o intervalo de 3a MAIOR


Vejamos a seguir os acordes maiores básicos:

 

ACORDE Tônica 3a 5a Cifra
DO MAIOR C E G C
SOL MAIOR G B D G
FA MAIOR F A C F
RE MAIOR D F# A D
LA MAIOR A C# E A
MI MAIOR E G# B E


Observe então que, sempre que passamos pelos lugares onde não existe espaço de semitom entre as notas (no caso entre E e F e entre B e C), precisamos fazer esse ajuste com o sustenido para chegar até a 3a maior e assim fazer o som correspondente ao acorde maior.

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